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Esquerda? Direita? Tanto faz!

O Muro de Berlim caiu há mais de duas décadas, as ideologias caíram com ele, e praticamente até hoje não se deixa de rotular os governos entre esquerda e direita. No Brasil isso está cada vez mais enraizado na população de uma forma geral, como se um ou outro fosse o mal de tudo, ou a salvação de todos. Não são! Veja estes dados:

• Gastamos em educação o que se gasta na Alemanha e Inglaterra (juntas!).
• Mais de 32% dos universitários (!!) são analfabetos funcionais.
• Mais de 25% dos novos desempregados da crise tem 3º grau.
• A gasolina, depois de muito tempo, vai ter diminuição de preço na bomba, em cerca de R$ 0,05. Mas já tem vários postos aumentando os preços em até 15 centavos/litro antes de conceder o milagre.
• A média mais alta do País entre os estudantes do segundo grau é de São Paulo: 3,8 ,numa escala de 10 (!!).
• O que ganha, em média, um professor do ensino público no País, equivale a ficar abaixo da linha da pobreza nos EUA.
• A grande maioria dos candidatos a vereador pelo Brasil só entrarem nesta barca por causa do salário. Na “desenvolvidíssima” São Paulo, por exemplo, teve candidato afirmando que o “salário de R$ 15 mil não pode ser desprezado”.
• É mais seguro viver hoje na Faixa de Gaza do que no Rio de Janeiro.
• Os bancos privados daqui vivem se gabando à cada trimestre dos seus lucros estratosféricos; mas se recusam a dar aumento real para seus funcionários.

E por aí vai! Vivemos tempos malucos onde, primeiro os governos se rotulam de populares, de sociais, de novidade, mas na essência, antes de tudo, pensam na manutenção dos seus próprios sistemas. Se sobrar tempo, e dinheiro, fazem alguma coisa realmente interessante pela população. Segundo, o povo em geral fica esperando sempre pelo “messias” que virá a cada 4 anos mas não consegue ainda jogar seu próprio lixo na lata de lixo. Cobram muito pela atuação dos educadores, mas esquecem que a educação começa dentro da própria casa. Reclamam da corrupção (com razão), mas se permitem pequenos deslizes diários no íntimo do seu ser. Se fossemos tão éticos e honestos assim, esta discussão toda entre Lula, sua gangue e Sérgio Moro não teria nem começado por falta de espaço para tais atos.

Parece que estamos meio sem rumo nesta bagunça toda. Um misto de descaso governamental e relaxamento moral da sociedade tem feito que o Brasil patine demais rumo ao tão sonhado primeiro mundo. A falta de pensar por nós mesmos, e agir por nós mesmos nos leva, há décadas, a um impasse que parece não ter fim: a de escolhermos sermos salvos pelo mundo ou nos tornarmos uma referência planetária. Sinceramente, eu não sei a resposta!

(Marco Clerris - 51, foi redator publicitáro e atualmente é consultor de negócios no setor imobiliário, em Jundiaí, SP.)