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Vivendo a “vida loka”

Tenho uma teoria espiritual, muito particular, aliás. Acredito que Jesus Cristo olhe diariamente pra Terra e diga: “e pensar que eu fui crucificado por isto? Quanto desperdício!”.

Claro que sou um pouco exagerado. Claro que existem pessoas boas, sinceras, éticas, pessoas que são mais preocupadas com o SER do que o TER. Mas às vezes acredito que, a despeito de todos os avanços do homem no decorrer dos tempos, a raça humana não deu lá muito certo, não.

Um exemplo que me chama a atenção ultimamente são os casos de prostituição infantil, que vem crescendo enormemente nesta década, principalmente nos últimos 18 meses, talvez (pasme!) por causa da crise.

Sei de casos no Nordeste em que as próprias mães incentivam suas filhas a se prostituírem, para ter o que comer no final do dia. Em São Paulo, o Terminal de Cargas Fernão Dias é um verdadeiro prostíbulo infantil a céu aberto. No Sul, as lindas e loiras meninas saem das cidades pequenas, e sem horizonte algum, para tentar a vida fácil nas cidades grandes do Sudeste. E por aí vai.

Mas o que mais me incomoda, mesmo, são as pessoas que “consomem” este tipo de “produto”. Ou são doentes crônicos, ou são incapazes de ter algum tipo de relacionamento formal com alguém ou apenas loucos varridos sem nenhum freio moral. As crianças que vivem neste meio certamente sofrem e amadurecem muito antes do tempo.

Mas e os cidadãos (se é que podem ser chamados assim) que vivem neste mundo, sombrio o que pensam, o que sentem vivendo no lado escuro? Será que pensam? Sinceramente eu não sei e já passei da fase de ficar com raiva. Fico apenas triste ao ver tanta gente se distanciando da Luz Divina, preferindo ficar com a falsa ideia do prazer momentâneo. O maior inimigo Dele, e inimigo de nós todos, deve sorrir diariamente quando alguma criança passa por isso. Quando custa mesmo este programa?

(Marco Clerris - 51, foi redator publicitáro e atualmente é consultor de negócios no setor imobiliário, em Jundiaí, SP.)